Todo amante de café já se deparou, pelo menos uma vez, com um exemplar da famosa Moka — a cafeteira italiana. No entanto, o modelo de cafeteira consagrado na península da bota acabou não fazendo muito sucesso em terras tupiniquins até recentemente, quando profissionais e entusiastas do café começaram a se interessar pela cafeteira a vapor.

Se você sempre teve curiosidade sobre o café preparado na cafeteira italiana, mas não sabia exatamente como usá-la, não se preocupe: ao final deste artigo você será capaz de preparar um dos melhores cafés da sua vida de forma rápida e prática. Acompanhe.

As origens do café e a importância da Itália

A cultura ocidental do café deve muito à Itália. Isso fica evidente até mesmo através do vocabulário que envolve nossa bebida favorita: cappuccino, mocha, café latte, barista, latte art etc — a influência italiana está intrinsecamente ligada à forma como consumimos nosso café. E essa relação vem desde tempos muito remotos, mais precisamente do século XVI.

Conta-se que o café surgiu no século IX nas terras altas da Etiópia. De lá, ganhou muitos adeptos nas altas cortes do Império Otomano, onde era preparado como uma infusão não filtrada, muito semelhante ao café turco que conhecemos hoje. Lá o café caiu nas graças de todas as castas sociais, sendo apreciado tanto por nobres quanto pelo povo comum.

Através da influência do Império Otomano, o café ganhou adeptos entre muitas tribos não cristãs do norte da África. Também entre os povos muçulmanos a bebida ganhou consumidores fieis, sobretudo entre os monges e dervixes, que apreciavam suas propriedades de mantê-los despertos durante as orações da madrugada.

Entretanto, foi apenas em 1591 que o botânico italiano Prospero Alpini publicou seu “De Medicina Aegyptiorum”, no qual fez a primeira descrição de um arbusto de café para a Europa. Alpini acabara de retornar de uma viagem ao Egito, na qual acompanhara o cônsul de Veneza como seu médico pessoal.

Com o café chegando ao Velho Mundo, muitos sacerdotes católicos insistiram para que o Papa Clemente VIII (1536 – 1605) proibisse seu consumo aos fieis cristãos, já que a bebida era extremamente comum entre os povos pagãos.

O Papa, porém, resolveu experimentar um café de boa qualidade antes de se pronunciar sobre o tema. Conta-se que Clemente VIII teria dito que “esta bebida de satanás é tão deliciosa que seria um pecado deixar que somente os infiéis a utilizem. Enganemos satanás batizando-a”. Estava autorizado o consumo do cafezinho.

O surgimento das primeiras cafeterias

Em 1643, na cidade de Gênova, surgia o primeiro café público da Europa. Já ao final do século XVII quase todas as cidades italianas tinham cafeterias e casas especializadas na bebida, que era consumida sobretudo por nobres, intelectuais e pessoas famosas da sociedade italiana.

De lá para cá, os italianos criaram e aperfeiçoaram tanto a cafeteira italiana tipo Moka, como também as máquinas de café expresso a vapor e sob pressão, que dão vida a cafeterias em todo o mundo.

A revolução de Alfonso Bialetti

Apesar de toda essa tradição ligada ao café — ou talvez por causa dela — foi apenas na década de 1930 que Alfonso Bialetti criou sua icônica Moka Bialetti: a famosa cafeteira italiana.

De acordo com a versão mais popular da história, Alfonso teria tido a inspiração para sua cafeteira nos anos 1920, ao observar algumas mulheres lavando suas roupas em um tanque que continha um cilindro central, que distribuía o sabão e a água quente uniformemente.

Desde o começo de sua operação, em 1933, até o final dos anos 1940, Alfonso tinha vendido apenas cerca de 70.000 unidades de sua cafeteira octogonal a vapor.

Foi seu filho, Renato, que investiu fortemente em publicidade na década de 1950, criando o logotipo do homem de bigode (que representa o próprio Renato). A partir de então, a marca Bialetti ganhou o mundo e se tornou um dos maiores fenômenos da cultura italiana.

Durante a década de 1950, as vendas da Bialetti triplicaram e estima-se que em 1955 a marca italiana já era responsável por 65% das vendas de cafeteiras domésticas em todo o mundo.

Acredita-se que hoje 90% das casas italianas tenham pelo menos uma Moka Bialetti e que, desde a campanha de Renato Bialetti até hoje, a marca italiana símbolo de cafeteiras de qualidade tenha vendido mais de 300 milhões de unidades em todo o mundo.

Fazendo café na Moka

Um dos motivos para a popularidade internacional da cafeteira italiana é a qualidade de seu café, aliada à praticidade do preparo.

Para fazer café em sua Moka, o processo é o seguinte:

  • preencha o reservatório inferior com água fria filtrada ou mineral até a altura da válvula;
  • no recipiente do meio, coloque o café, preenchendo todo o espaço. É importante observar que o café deve receber uma moagem de média a grossa e não deve ser prensado, a fim de não impedir a passagem do vapor;
  • nunca coloque açúcar junto do pó de café. Com o calor, o açúcar pode derreter e vedar o filtro da cafeteira;
  • na parte superior, coloque algumas gotas de água fria, para que o café não tenha um sabor excessivamente amargo;
  • leve sua cafeteira ao fogo e aguarde que o café comece a sair na parte superior da Moka. Quando começarem a sair as primeiras gotas, retire a cafeteira do fogo, abaixe a tampa e aguarde o final do processo;
  • pronto! Seu café já pode ser degustado.

Para limpar sua cafeteira italiana, utilize água morna ou fervendo, e não use detergente. Dessa forma você evita a retirada da camada oleosa natural que impedirá o contato do seu café com o alumínio.

Quando for armazenar sua Moka, seque bem todas as partes e, se for guardá-la montada, evite apertar muito seus encaixes, para que as borrachas não ressequem.

E você, já conhecia o café preparado na cafeteira italiana? Se não, esse é momento para apreciar uma boa xícara e honrar a secular tradição italiana de cafés de qualidade. Aproveite e deixe seu comentário aqui no post relatando sua experiência com a Moka e sua forma favorita de tomar café!

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